quinta-feira, 11 de março de 2010

Quase uma crônica (parte III)

Você ainda gosta de mim?
Gosto!
Mas ta desgostando.
Assim como você

E foi assim que começou a terceira parte de uma "quase crônica"

Depois de brigas inflamadas, gritos, e tantas coisas ruins que ficaram pairando no ar...
Eles resolveram se dar mais uma chance... e se deram! Se encontraram como de costume, conversaram como sempre, fizeram tudo igual, mas havia algo de diferente.
Ela percebia, a cada olhar, que nada estava igual, nem o que ela sentia era mais da mesma forma,talvez ele já tivesse percebido mas preferiu não dizer nada. Ela pensava em tudo que havia acontecido, dos fatos que não contou nem pro seu diário, das conclusões que tirou depois daquela briga feia. Percebeu que os gestos, a forma como se tratavam não era mais a mesma.

Pessoas novas atravessavam o caminho dele (não que fossem novas, mas pra ela era novidade), os fantasmas do passado atravessavam o dela (talvez porque o passado nunca tivesse de fato se tornado passado). Não se sentiam mais imensos naquele pequeno quarto, naquela pequena cama. Tudo era pequeno demais, a ponto de não caberem mais juntos.
O que existia era o costume, a saudade (que para mim era culpa do costume), mas aquela intensidade se perdeu... e se perdeu num tempo tão curto, que eles nem perceberam quando ela começou. Acho que porque sempre foi tão intenso, que até o desgaste foi intenso, rápido, ligeiro.

E por mais que ele sempre dissesse que ela não se mostrava pra ele sem máscaras, que nunca soube quem ela era de verdade por que ela nunca se abria, nunca dizia verdades inteiras, e por mais que isso fosse verdade, ela quis tocar na ferida. Os dois concordaram no estranhamento, os dois sabiam dos rumos opostos que corpo e mente teriam que tomar, mas por que esperar o primeiro passo de alguém que diz muito mas nunca diz nada?!?

Queriam se proteger da dor, e eu não vejo "crime" nenhum nisso (nem menor, nem maior, na verdade nem vejo "crime"). Ela questionou o porque de todas as mudanças, ele disse que os dois não souberam permanecer iguais.

Ela sentiu o coração acelerar, dele ela já não sabia, na verdade nunca soube ao certo. Sentiu que por mais que os dois tentassem aquela historia já tinha chegado ao fim. Talvez por medo de assumir ninguém disse nada antes.

E ela, que sempre foi indecisa para tudo, precisava decidir: Ou ficava ali, até não poder mais, ou partia de vez, e guardava tudo na memória. Decidiu partir!

Não adiantaram as preces que ela fez pedindo que as "quase crônicas" se multiplicassem, que a história se arrastasse... tudo acabou com um breve dialogo de despedida...

É, acho que isso merece um "quase uma crônica parte III"
Merece, mas acho que essa vai ser triste...
Talvez, é isso. É assim que acaba?
não sei... é?
rs acho que sim.Gostei de cada segundo,até dos que me fizeram mal!
Posso ficar calado e se eu decidir "me despedir" falar depois!?...
Porque?
Porque não gosto de despedidas

E aquela história que começou com a troca de olhares, cheios de desejos, terminou com olhares perdidos no vazio. E tudo que um dia foi intenso, foi vivo, ficou mais frio do que já estava, ficou mudo, ficou sem jeito, ficou guardado...disseram pela primeira vez tchau,sabendo que dessa vez, haviam chegado ao ponto final!
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Tá, a música é a cara do "no fundo do báu"... mas era a unica música que casava com o texto...rs

4 comentários:

Suaninha disse...

"Pessoas novas atravessavam o caminho dele (não que fossem novas, mas pra ela era novidade), os fantasmas do passado atravessavam o dela (talvez porque o passado nunca tivesse de fato se tornado passado)." Irmã: Lindo isso que você escreveu...

olha...
o amor é sempre o mesmo, só que ele aparece sempre de várias formas...
porque ele só quer que a gente evolua...
seja apenas feliz!

quando se vai uma forma de amor, é porque outra forma de amor que chegar perto, mesmo que demore... outra forma de amor quer chegar perto quando uma forma se vai... o amor é sempre continuidade...

te amo.

Thiago disse...

O que comentar desta quase cronica?? Sinceramente semm palavras viuu senhora...vai escrever bem la longe viuu... diferente d mim...mas vc sabe o tanto q o q escrevo e sincero...bjo

Gui disse...

Inicio, meio e fim. Se acompanharmos a quase crônica eh possivel perceber isso, mas por fim, acabou sendo como tudo na vida. Um evento natural. Todo fim é triste, o mais trágico é a morte, mas ainda assim mantemos nosso percurso sempre adiante. Assim como a morte é inesquecível, muitas coisas nessa vida também o são, e assim aprendemos o que é viver e aprender.

Old Bird disse...

é um processo da dialetica...uma constante em mutação, sempre igual.